Maringá

TRÂNSITO

  • Publicado em: 29/09/2013 02:00
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  • Atualizado em: 29/09/2013 02:00
  • Acidente trágico no Contorno completa um ano

  • Fatalidade resultou em três mortes e pelo menos cinco feridos em Maringá; motorista que conduzia o caminhão que atropelou as vítimas responde ao processo em liberdade. Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por homicídio doloso - com dolo eventual e também por lesão corporal

    Há um ano, o trânsito de Maringá, registrava um dos acidentes mais graves da história. Uma carreta desgovernada, atropelou e causou a morte de três pessoas ou deixou pelo menos cinco feridos. O motorista da carreta Marcos César Elger, de 38 anos, teve a liberdade concedida em novembro passado e por isso, aguarda o julgamento em liberdade. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual (quando o motorista assume o risco de matar alguém).

    A situação dele se agrava porque três pessoas morreram. Além do homicídio, ele responde também ao crime de lesão corporal grave. O processo está em andamento e pelo menos por enquanto, não há previsão para o julgamento. "Entendeu-se que houve dolo eventual. Agora vai depender do juiz que decide se ele vai pronunciar ou não o réu. Se pronunciar, significa que ele vai para júri, se o juiz entender que não ele desclassifica para homicídio culposo", explicou o promotor que acompanhou o caso Pedro Ivo de Andrade.

    O processo tramita na 4ª Vara Criminal de Maringá. "Em casos de trânsito, é comum o réu responder ao crime de homicídio culposo. O que queremos é que seja apurada a verdade e para isso que estamos trabalhando no caso", comentou o advogado que atua na defesa do motorista da carreta, José Cícero de Oliveira.

    O acidente
    A tragédia foi uma sequência de dois acidentes. O primeiro ocorreu por volta das 15h30, do dia 28 de setembro de 2012, depois de uma moto de Sarandi colidir na traseira de outra moto de Guararema (SP), pilotada pelo mototaxista Maicon Moro, de 37 anos, que transportava um passageiro.

    Na queda, apenas o piloto da primeira moto e o passageiro do mototáxi ¿ ambos não identificados ¿ se feriram levemente. Enquanto as vítimas aguardavam a chegada de socorro, um grande número de pessoas ¿ incluindo homens, mulheres e crianças, a maioria residente no Jardim Universo e Conjunto Santa Felicidade ¿ se aglomerou rente ao acostamento.

    Segundo Moro, que escapou ileso da colisão, logo após as vítimas serem socorridas pelo Siate, uma carreta bi-trem, com placas de Várzea Grande (MT), que seguia sentido Cidade Alta-Detran, não conseguiu frear e atropelou parte do público. Maria Marlene da Silva, de 46 anos, e João Pedro de Souza Pinheiro, 13, morreram no local. O estudante Guilherme Gonçalves da Silva, 10, chegou a ser internado no Hospital Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

    O grande número de vítimas exigiu a mobilização de várias equipes do Siate e Samu. A exemplo da situação anterior, muitas pessoas voltou a ocupar o acostamento para presenciar o socorro aos feridos e o recolhimento dos corpos do asfalto. Em questão de minutos, mais de 100 pessoas ¿ incluindo donas de casa e crianças, muitas delas de colo ¿ se aglomeraram no local.

    Localizado e preso no Parque Itaipu, o motorista da carreta, Marcos Cesar Elger, 37 anos, contou que os freios falharam e que para não atingir a ambulância desviou para o acostamento. "Não parei porque fiquei com medo", disse a época à reportagem de O Diário.


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